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“Esculpindo Ar com o Corpo” é o filme sobre a vida de Jean Marie Dubrul

Ele dançou nas maiores companhias do mundo. Veio ao Brasil como coreógrafo no Teatro Municipal. Foi um dos precursores no país do método de consciência corporal e alongamento. Em suas aulas de dança no Rio de Janeiro reúne uma verdadeira legião de seguidores, que vai de bailarinas profissionais a estrelas da televisão. Suas aulas concorridíssimas são consideradas verdadeiras oficinas de corpo e de espírito.

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Quem é Jean Marie Dubrul? Por que suas lições transcendem os limites do corpo e impulsionam significativas mudanças de atitude e comportamento na vida dos alunos? É o que a cineasta Stefania Fernandes pretende responder com o filme “Esculpindo Ar com o Corpo”, longa-metragem em fase de captação de recursos sobre uma das figuras mais carismáticas do mundo da dança carioca.

Para financiar o projeto, em parceria com a produtora Suma Filmes, Stefania criou um ‘crowdfunding’ (a popular vaquinha eletrônica). Para colaborar com o filme, basta fazer uma doação, de 18 de outubro a 14 de dezembro de 2016, pelo site: catarse.me/esculpindoar.

Hoje, Jean Marie dá aulas de balé clássico e alongamento na academia Sauer Dança, no Jardim Botânico. Entre suas fiéis alunas estão as atrizes Aline Moraes, Fernanda de Freitas, Leticia Spiller, a cantora Fernanda Abreu, entre outras. Mas chama a atenção também a presença de homens e mulheres de diferentes corpos e idades que nunca haviam entrado numa aula de dança.

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Dubrul também é muito procurado para preparação corporal de elenco em produções teatrais. A atriz Sura Berditchevsky, por exemplo, além de frequentar as aulas, contou com a assessoria dele no seu espetáculo “Cartas de Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade”. “Jean Marie desenvolveu uma filosofia própria de ensino da dança, que faz com que as pessoas estabeleçam uma conexão profunda consigo mesmas. Ele não trabalha só a técnica, mas também a emoção. E é assim que transforma seus alunos dentro e fora. Pretendo mostrar como isso acontece”, explica Stefania.

 

“Esculpindo Ar com o Corpo” é um desdobramento do curta-metragem “Jean Marie”, lançado em 2014, também com direção de Stefania: “Após as sessões, percebia a vontade das pessoas de saber mais sobre o Jean Marie, um personagem tão forte, carismático e que desperta tanta curiosidade”. No novo filme ela pretende investigar seu processo de trabalho, sua filosofia de vida, conhecer a experiência dos alunos e refletir sobre o corpo.

O nome do projeto refere-se a uma das frases inspiradoras que Jean costuma repetir nas classes: “É preciso esculpir o ar com o corpo”. O orçamento total do filme é de R$ 50 mil. Na campanha de arrecadação de fundos, as contribuições começam com R$ 10. Dependendo do valor doado, há recompensas como aulas com o bailarino, massagem tailandesa, xícaras personalizadas etc.

QUEM É JEAN MARIE DUBRUL

Jean Marie nasceu em Lille, no norte da França, e foi criado em Rennes, na Bretanha. Ainda criança, assistiu a uma apresentação ao ar livre das estrelas da Ópera de Paris. A coreografia “Léchelle”, de Milko Sparemblek, fazia parte do espetáculo. Foi após essa apresentação que Jean Marie pensou: Quero dançar. Na pré-adolescência, tentou se inscrever no Conservatório de Rennes, mas foi rejeitado, pois tinha astigmatismo e usava óculos. Aos 15 anos tentou novamente e foi aceito. Teve suas primeiras aulas e, três anos mais tarde, mudou-se para Paris para se dedicar à formação como bailarino. Completou seus estudos com Nickolas Beriozoff e, ao longo de sua carreira, trabalhou com bailarinos como Anton Dolin, Rosella Hightower e Robert Cohan. Foi solista do Ópera Zurich e atuou em diversas companhias na Europa: Ballet de Marseille, Ballet de Nantes, Grand Ballet Classique de France, Ballet de Wuppertal etc.

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Paralelamente a sua carreira de bailarino, descobriu seu interesse por pedagogia e coreografia e, em 1967, começou seu trabalho como assistente de direção, professor e coreógrafo. Participou de diversos festivais, filmes e espetáculos em televisão. Em 1978, veio ao Brasil para apresentar o espetáculo “O triunfo de Afrodite”, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e, no ano seguinte, foi convidado para fazer parte da equipe do Municipal como coreógrafo e professor do corpo de baile. Mudou-se para a capital carioca e se casou com uma brasileira. Em 1982, foi nomeado professor do Balé da cidade de São Paulo. Em 1986, dirigiu a Companhia de Dança do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Foi professor da Escola de Dança Angel Viana e da Companhia de Dança Regina Miranda. Atualmente, além de dar aulas diariamente, trabalha com preparação de atore

About Suzi Galdeano

Carioca, formada pela UniverCidade, trabalha no Jornal do Brasil, escreve os blogs Portrait e Pinceladas do portal Um Olhar, além de ter seu próprio site. Trabalhou nas assessorias de moda e eventos mais renomadas da cidade e funcionária do departamento de relações públicas da divisão de luxo do Grupo L' Óréal.

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